Em Portugal, ninguém publica preços de Scan-to-BIM. Nós publicamos: este guia explica como se forma o preço, porque desce com a área, e o que o faz subir — com os números que usamos todos os dias, ajustados a projectos reais de 2021 a 2026 em Portugal e na Alemanha.
Grande parte do custo de um projecto Scan-to-BIM é fixa: mobilizar o equipamento e a equipa, registar e limpar a nuvem de pontos, preparar o template e as famílias BIM, montar o controlo de qualidade. Num edifício de 300 m² esses custos pesam mais do que a própria modelação; num de 20 000 m² quase desaparecem por metro quadrado.
Nos nossos registos de horas de 2021–2026, o preço por m² segue de perto uma curva proporcional a 1/√área, com um chão: por muito grande que seja o edifício, o custo marginal de modelar nunca desce abaixo de €0,25–0,50/m², porque cada parede, vão e cobertura continua a ter de ser modelado por alguém.
1 · Levantamento (laser scanning). Se não existe nuvem de pontos, é preciso criá-la. Como referência usamos preços publicados num concurso público português para levantamento por laser scanning de edifícios — escalões que descem com a área, mais uma mobilização fixa:
| Área (m²) | €/m² (ref.) |
|---|
+ €750 de mobilização por deslocação. Preços de referência de concurso público, usados como benchmark; o valor final depende do acesso, interior/exterior e densidade exigida.
2 · Modelação (nuvem → IFC). Transformar a nuvem num modelo BIM estruturado é o nosso trabalho central. O preço segue a curva 1/√área, multiplicada pela complexidade do edifício:
Quatro áreas típicas, com levantamento incluído (escalão de referência + mobilização) e modelação em complexidade normal e alta. São os mesmos números do estimador interactivo:
| Área (m²) | Levantamento | Modelação (normal) | Combinado | €/m² |
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Modelação em banda ±30%; combinado = levantamento + mobilização + centro da banda de modelação. Alta complexidade (património) multiplica a modelação por 1,7 a 2×. Valores sem IVA.
Entregamos modelos IFC (2×3 ou 4.3) com LOD 200 a 350 conforme o fim: projecto de reabilitação, licenciamento, medições e quantidades, ou gestão do ativo. A exatidão é declarada e verificável — contrato LOA20, alvo LOA30 na maioria dos elementos — e os elementos não conformes ficam assinalados por PropertySet próprio, em vez de escondidos.
O LOD máximo que entregamos é 350. O LOD 300 descreve as superfícies visíveis captadas pelo laser, sem informação das camadas construtivas; o LOD 350 acrescenta essas camadas, cruzando a nuvem de pontos com desenhos construtivos históricos, quando existem.
Em património acresce o que faz do HBIM uma disciplina própria: famílias paramétricas para cantarias, madeiramentos e caixilharias, fases temporais (existente / a demolir / novo) e classificação preparada para arquivo.